
hoje pela segunda vez eu tenho ingressos pra ir no show do Marcelo, mas não vou por opção mesmo.
acho que eu não consigo mesmo fazer certas coisas sozinho e uma delas é ir a shows.
Marcelo Camelo lançou ano passado seu primeiro cd de sua carreira solo, com o nome de "SOU" ou "NÓS", como preferir. mas o nome do álbum é inspirado numa poesia de um amigo dele, chamada "sóu".
o cd traz um total desligamento do que ele vinha fazendo até então como elementos da música alternativa. e pra isso, ele contou com os arranjos da banda Hurtmold, paulistana.
parece trazer também coisas que o Marcelo queria dizer ainda na Los Hermanos mas que não "podia" ou não sentia ser certo. mas também você não vai conseguir entender ao certo essas coisas. eu não entendi.
ele não entendeu.
e talvez você não entenda nada por entender muita coisa e ver tudo isso se misturar e confundir,
afinal. Camelo tomou uma outra forma de compôr suas músicas. um jeito "mais livre" segundo ele. mais solto e despretensioso.
o que desagradou alguns fãs que tinham os olhos arregalados esperando mais composições como "além do que se vê", "o vencedor", "pois é", "dois barcos" e "cara estranho", atentos a qualquer semelhança e ávidos por continuar na missão de compará-lo ao Chico Buarque, ou dizer que é o Chico do nosso tempo.
Marcelo contou também com participações de músicos queridos a ele, como Clara Sverner, Mallu Magalhães, Dominguinhos...
o resultado disso tudo são canções melancólicas, tristes, alegres e festivas.
não se pode dizer que se está surpreso com tanta mudança no estilo musical do álbum, já que Marcelo é mesmo um andarilho dos estilos musicais.
e eu não consigo dizer que o cd está aquém do que eu esperava.
dizem que o cd é outro ao vivo.


